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O dia-a-dia de quem acredita em sexo à primeira vista.

Devaneios, contos, observações, notícias, masturbação mental, chutes, cultura inútil, inutilidade útil. A vida em dose dupla, sem gelo, sem mentira, sem viadagem.


 


05.06.06

Foi assim que aconteceu


Sala da redação. Timelei Towers. Rio de Janeiro. Brasil.

Tudo vazio. Pela bagunça parece que fugiram correndo. O café continua quente, mas http//dream-trading.co.mz por culpa da cafeteira elétrica neste sinal não posso confiar. Resolvo olhar no site. Talvez a data da última postagem no Timelei.com possa solucionar o mistério. Mais uma decepção. O site também está zoneado. Penso em chamar a Insetisan, então lembro que esse tipo de bug eles não resolvem.

Um programa automatizado criava e publicava textos em intervalos de tempo pré-definidos. Alguém pensou nos leitores antes de ir embora. Certamente não foi Mahatma Melei, aquele egocêntrico desgraçado. Seis meses atrás o puto me tirou da redação e jogou no almoxarifado. Por causa dele fiquei viciado em cola de post it. Cheirei tanto que perdi a noção do tempo.

Quantos dias se passaram? Ou foram meses? Não importa. Tenho um problema mais urgente para resolver: estou com fome.




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15.05.06

Feliz Dia das Mães


Na televisão passa o clipe de umas mulheres que se chamam Pussycat Dolls. Não me perguntem a tradução exata disso. Eu tenho algumas sugestões, mas nenhuma que valha a pena escrever.

Por outro lado, tem uma ruiva do grupo que até merece uma segunda olhada. Só não me interessei HTTPS://DREAM-TRADING.CO.MZ/ o suficiente para checar se ela é ruiva de verdade, até porque esse post não é exatamente sobre cor natural de pêlos pubianos.

A questão é a vocalista principal, que faz força para posar de gatinha “chicana” e ainda assim não convence. Mais ou menos como aquela Penélope Cruz, também vendida como “famosa e bonita” mas tão meia bomba quanto.

Não querendo ser preconceituoso (e já sendo), diria que as duas têm cara de empregada. Quer dizer, eu já disse isso durante uma conversa metafísica (abordando desde Caras a Confúcio) com a minha mãe.

Do alto de sua sabedoria materna ela me corrigiu:

- Essa moça tem cara de babá.
- Babá?
- É, babá. Uma empregada mais arrumadinha, sabe?
- Ah...




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08.05.06

Aterro sanitário mundial


99,9% do que existe na internet é lixo. E digo isso porque conheço bem esse monte de bytes inúteis. Estou ali entre o 64,5% e o 64.6% de tranqueiras virtuais.

Para cada grande pensador da humanidade devidamente publicado na rede existem milhões de filósofos de boteco. Passarinho que procura vida “cyberespacial” inteligente sabe o Google que tem.

O que escrevo é irrelevante e digo isso sem culpa. Não utilizo nenhuma concessão pública, e portanto vocês têm muitas outras opções de leitura. Também não faço questão de ter opinião formada sobre os DREAM-TRADING.CO.MZ assuntos do momento. Até mesmo porque nunca sou a pessoa que os define como dignos de algum momento. Prefiro discutir o que eu já conheça de antemão. É mais fácil. Ocupa menos tempo.

Por que nós, os 99,9% de inúteis, escrevemos então? Talvez para nos sentir “produtivos”. A existência é o oposto da ausência. Na eterna soma da lógica capitalista viver é consumir, e o consumo implica produção. Uma televisão, um carro, uma casa, um filho e um jazigo perpétuo. Você pode ser um inútil completo, mas é importante para a sociedade desde que movimente a economia.

Porém a alma (chamem como quiser), apesar de não entender lhufas de economia, também tem necessidades. “A vida é a arte do encontro”, e mesmo sem saber tentamos nos encontrar no escuro. Na maioria das vezes simplesmente colidimos, mas isso não vem ao caso.

No encontro com o outro, começamos a descobrir nossa própria alma. E ela produz tanto porque é o único meio que conhecemos de existir.

...

Mais lixo existencialista para engordar os nossos 99,9%. Espero que um grande pensador tenha acabado de escrever algo para compensar esse post e manter a porcentagem estabilizada.




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03.05.06

Sesão Devedê III


Prepare seu modelito pós-apocalíptico porque o filme de hoje é...

A trilogia Mad Max
- Mad Max
- Mad Max 2 – A Caçada continua
- Mad Max – Além da Cúpula do Trovão

Sim, o personagem que catapultou Mel Guitarra ao estrelato teve três filmes (e nenhum deles com a frase “Estou ficando velho demais para isso”).


Mad Max

Mel Guitarra é um policial meia tigela que tem uma esposa mais ou menos e um filho insosso. Mas depois que patroa e o guri são mortos por uma gangue de motoqueiros, ele se torna um guerreiro assassino inescrupuloso carregado de truques masoquistas que corta as estradas buscando vingança.

RECOMENDAÇÃO: Veja em um dia que a sua mulher e seu filho tenham sido assassinados por uma gangue de motoqueiros cruéis.


Mad Max 2 – A Caçada Continua

Um bando de homem se matando para ter o controle de um poço de petróleo. Não é possível definir quem é árabe, judeu ou boliviano. Para facilitar a identificação, os vilões se vestem como punks dos anos 80.

Dirigindo o seu V-8, Mel Guitarra vive nesse mundo sei lei, sem gasolina e quase sem nenhum roteiro, onde qualquer cigarro é motivo para cortar a cabeça do inimigo, explodir uns carros velhos e fazer o sangue jorrar pela areia do deserto. Mais ou menos o que vai acontecer entre os taxistas se o preço do gás aumentar demais.

Fodaço. Foi esse filme que me fez comprar uma jaqueta de couro e parar de fazer a barba.

RECOMENDAÇÃO: Veja em um dia que a gasolina aumentou.


Mad Max – Além da Cúpula do Trovão

Mel Guitarra volta ao seu papel de anti-herói fodão que sempre resolve as coisas com uma espingarda de cano curto e uma bomba escondida.

Nesse terceiro filme da série, a civilização foi tão destruída que o símbolo sexual da humanidade é a horrenda Tina Turner. Mesmo vivendo em uma sociedade pós-nuclear, os homens ainda têm algum bom senso e não ficam metendo o pau em qualquer escorpião do deserto> Por isso eles constroem a Cúpula do Trovão, onde dois homens entram e apenas um homem sai. O objetivo é tentar morrer lá dentro para não precisar encarar os afagos da apavorante cantora pop.

RECOMENDAÇÃO: Assista com uma mulher gostosa ao lado.

CLIQUE AQUI para comprar esse filme no Mercado Livre e ajudar a gente a pagar o consórcio do fusca turbinado.




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01.05.06

Por um mundo melhor


Dizem que os sonhos da noite nascem a partir do que vivenciamos no dia. Caso isso seja mesmo verdade, depois de ler o jornal de hoje vou fazer de tudo para sonhar estilo “Jogos Mortais”.

...

Após uma semana de greve de fome, Garotinho e Rosinha continuam trancados numa minúscula sala abastecida apenas com garrafas de água. Já no limite da resistência física, perdem o último fio de humanidade e começam a se canibalizar para saciar a fome.

Do outro lado do espelho falso, eu assisto a tudo comendo uma porção de salgadinhos (coxinhas de galinha, de preferência). Lá fora, o Sol nasce iluminando um mundo mais belo.




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07.04.06

País do futuro


De acordo com tudo que vemos no Jornal Nacional, acredito que já possamos considerar o Brasil um país de primeiro mundo. Com os Estados Unidos, por exemplo, não só estamos em pé de igualdade como também empatamos na mão (e quase chegamos lá em termos de barriga). Vejam só:

1) O Brasil também teve um presidente mulherengo conhecido por suas iniciais que foi tema de programas de TV e morreu de forma trágica.

2) O exército brasileiro também participa de forças de paz em outros países. Sem contar o nobre esforço de levar a justa e sonhada democracia na ponta do fuzil para as favelas cariocas, o nosso Iraque sem petróleo.

3) Nossas crianças também são revoltadas e fuzilam seus amiguinhos na escola. Sendo que nesse ponto estamos mais avançados, já que antes de virarem homicidas elas educadamente abandonam as salas de aula.

4) Nossos gordos já são quase tão gordos quanto os gordos americanos. E ocupam tanto espaço que chegam a atrapalhar o andamento das frases pelas ruas da internet.

5) Ainda não temos terroristas jogando aviões em nossos prédios. Mas a Varig está se esforçando para preencher essa lacuna.




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28.03.06

Erguei as mãos!


O maior truque do Diabo não é fazer todos acreditarem que ele não existe.

Também não é a parceria com a Igreja Universal, onde ele ganha uma comissão para aparecer duas vezes por semana (só quando tem gravação para o programa da TV). Coloca o paletó na cadeira, faz voz grossa, gira a cabeça 360 graus sobre o pescoço, é exorcizado, tira o paletó da cadeira e passa no caixa. É o dinheiro mais fácil deste e do outro mundo.

A grande arte do Cramulhão é parecer com a Elizabeth Hurley.

Aliás, os atores que fazem o chifrudo são sempre mais fodões do que os intérpretes do Todo Poderoso. Para provar meu ponto de vista, basta colocá-los num ringue e imaginar quem sairia vencedor. Al Pacino ou Alanis Morissette? Robert De Niro ou aquele velhinho do filme da Sessão da Tarde?

Mas nenhum deles fica tão bem de colegial quanto a Elizabeth Hurley.




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10.03.06

Sessão devedê II


Prepare seus palitinhos de pegar mosca porque o filme de hoje é...


A quadrilogia(?) Karate Kid
- The Karate Kid (1984)
- The Karate Kid, Part II (1986)
- The Karate Kid, Part III (1989)
- The Next Karate Kid (1994)


Era uma vez um ninja aposentado. Ele era bem fodão e se chamava Sr. Miyagi. Tinha mais poderes que o Mestre Yoda, sendo que nem precisava da tal Força estar (ou não) com ele.

Sr. Miyagi trabalhava como zelador de um prédio caindo aos pedaços e, apesar de provavelmente ganhar um salário de fome, tinha tudo que queria: uma coleção de carros antigos para tirar onda, uma casa com uma cerca enoooorme e litros de saquê para encher a cara nos fins de semana.

Mas o velho malandro não gostava de trabalhar. Por isso precisava de um zelador de verdade e cheio de disposição para cuidar da casa e dos carros. Infelizmente o Sr. Miyagi só arranjou um cara meio viadinho. O nome dele era Daniel San, e era tão baitolo que mesmo com trinta anos na cara ainda falava fino.

No quarto filme, o Sr. Miyagi encheu o saco das frescuras do Daniel San e resolveu trocar o mancebo por uma mulher de verdade. Mas dessa vez foi a Hilary Swank que pediu as contas tão logo notou que nunca ganharia um Oscar com aquela conversa mole de pinta-lixa-encera do mestre do caratê. E assim ela foi aprender a lutar boxe com o Clint Eastwood.

RECOMENDAÇÃO: O Sr. Miyagi é um dos velhinhos mais batutas da história do cinema mundial. Compre a caixa com todos os filmes, assista aos dois primeiros, destrua o terceiro com um poderoso golpe da águia e dê o quarto de presente para alguém que você odeie muito.

Clique aqui para NÃO comprar esses DVDs no Mercado Livre e ajude a gente a pagar a conta atrasada na casa de massagens oriental.




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07.03.06

And the Oscar goes to...


Oscar é sempre chato, convenhamos. Com ou sem cowboys másculos pisando com os dois pés na chapinha, a cerimônia de premiação da Academia é quase tão ruim quanto baile de Carnaval sem álcool.

O prêmio dado à música “It is hard out here for a pimp” salvou a noite. Para quem não sabe inglês, o título significa algo como “É dura a vida de cafetão” e isso foi cantado, com número de balé tosco e tudo, no meio do Oscar.

Pode parecer pouco, mas fazer algo assim no Brasil seria como chamar a Tati Quebra-Barraco para cantar um dueto com o Roberto Carlos num daqueles shows dentro do navio. A platéia de velhinhas batendo palmas, o Rei jogando rosas e a Tati dizendo que Dako é bom.




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21.02.06

Meu filho, meu tesouro


- Eu repito. O conceito de self-made man ficou ultrapassado junto com o século XX. Trabalhar e estudar com dedicação para construir algo digno de orgulho é uma atitude que não se enquadra mais na realidade atual.

A platéia de empresários assistia boquiaberta a brilhante exposição da apresentadora. Projetado no telão em letras garrafais o título da palestra: Meu filho, meu tesouro.

- Estamos na era do self-lazy man. Aqui não existe mais carreira, muito menos estabilidade. O objetivo do futuro é fazer uma única grande jogada que garanta toda uma vida de moleza, ócio e completa ausência da necessidade de trabalho formal.

Utilizando o controle remoto, Luciana Gimenez avança para o próximo slide do PowerPoint com um diagrama explicativo sobre o conceito de “self-lazy man”. Alguns empresários na platéia, que gastaram centenas de reais para estar ali, não conseguiram conter o assombro. Não só a apresentadora do Superpop falava algo que fazia sentido como também sabia mexer no PowerPoint.

- Por isso eu estou aqui, recebendo para falar, e vocês estão aí sentados com a carteira um pouco mais leve. Poderiam ter contratado uma palestra do Amyr Klink. Ele viria aqui e mostraria a importância de um planejamento bem feito para o sucesso de uma viagem de barco ao cu do mundo. Com certeza uma analogia muito legal com o gerenciamento de grandes empresas...

Ela faz uma pausa para tomar um gole de água. Coloca o copo de volta na mesa localizada na lateral do palco antes de continuar.

- ...Mas se eu estou aqui significa que nenhum de vocês deseja aprender a planejar uma viagem empresarial ao cu do mundo. Portanto ensinarei como identificar uma oportunidade no mercado e aproveitá-la até o talo. Porque no mundo concorrido de hoje não basta conseguir o cliente. A Xuxa fez isso no passado com o Pelé e funcionou, mas hoje não é suficiente. Você tem que amarrar o cliente biologicamente, judicialmente e, acima de tudo, midiaticamente.

Aplausos entusiasmados da platéia. Luciana agradece e retoma sua exposição com um alerta.

- Caso suas filhas escolham seguir os meus passos, incentivem da forma correta. Não existe espaço para amadorismo no mercado. Ter filho de celebridade de segundo escalão como Frank Aguiar, Reginaldo Rossi ou qualquer um desses artistas falidos dos anos 80 é certeza de prejuízo. Precisamos pensar alto, de preferência em dólar. Caso contrário, além da chave de perna será preciso ensinar o alfabeto. É um plano de carreira mais longo e menos lucrativo, mas funcionou para a Bruna Surfistinha.




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20.02.06

Carnaval é legal?


Época de carnaval é igual a criança pequena. Tem gente que gosta, acha o máximo e faria de tudo para ter uma sempre ao lado.

Eu até considero interessante, mas prefiro ver de longe, com garantia de que o bebê ganha uma passagem só de ida para os braços dos pais se começar a incomodar.

Antes de me chamar de ranzinza, pense e veja como todos os eventos tradicionais do carnaval não são tão divertidos quanto parecem. O desfile das escolas de samba, por exemplo. No compacto da televisão que passa no dia seguinte ao desfile é tudo lindo. As escolas atravessam a avenida em 15 minutos, mais ou menos o mesmo tempo que a Leci Brandão leva para exaltar a comunidade que trabalhou muito para realizar um enredo tão bonito.

Mas, caso você não tenha notado, a letra de uma samba dura no máximo três minutos. A partir daí a mesma ladainha de “esplendor” rimando com “ôôô” vai se repetir eternamente. E como todos os sambas são parecidos, ficar no sambódromo significa ouvir a mesma música oito horas seguidas. Não há folião que agüente.

“E na mordomia do camarote daquela cervejaria?”, você pergunta. Grandes merdas, eu respondo. Lá dentro se encontra uma boa parcela do trabalho divino na forma de bundas e peitos perfeitos, é verdade, mas se você não for famoso ou rico vai terminar a noite com a faxineira. E essa é a hipótese mais otimista.

Comida e bebida à vontade não valem de nada quando a Luana Piovani está apenas a cinco passos e meio milhão de reais de distância. Tão perto e ao mesmo tempo tão longe. É melhor ficar bêbado em casa, longe da faxineira e perto dos comentários da Leci Brandão.

Carnaval em Salvador? Também dispenso. Lá tudo é muito rápido. Não dá tempo nem de descobrir o nome da DST que você pega. Muito menos de tomar precauções básicas de tempos de folia, como olhar se o pomo de adão da “mulher” é maior do que o seu.

Já o renascimento dos antigos blocos carnavalescos cariocas é uma boa notícia, concordo. Mas ninguém avisa aos incautos que nesse novo “velho carnaval” sambam juntos uma porrada de ambulantes atropelando pedestres com seus isopores apoiados sobre carrinhos de rolimã desgovernados e cheios de cerveja quente superfaturada.

De outros carnavais eu não posso falar com conhecimento de causa. Mas só de ver a alegria do povo dançando frevo no nordeste posso calcular o número de meniscos perdidos com aquela coreografia bizarra.




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14.02.06

Sessão devedê I


Prepare aquela pipoca com gosto de chuteira alemã porque o filme de hoje é...


Fuga para a vitória
(“Victory” – EUA/1981)

Sylvester Stallone (o garanhão italiano) faz um plano mirabolante com Michael Caine (o cavaleiro inglês) para tirar Pelé (o atleta do século) da prisão.

Você quer mais tosqueira do que isso? Ah, quer? Estão vamos lá: Sylvester Stallone (o Rocky Balboa), Michael Caine (o mordomo do Batman) e Pelé (o segundo maior reprodutor do mundo) estão presos em um campo de concentração na Segunda Guerra Mundial(?) e realizam um plano mirabolante para escapar da prisão.

Ainda é pouca tosqueira para você? Então a gente aumenta a dose: Sylvester Stallone (o boca-torta), Michael Caine (que devia estar com meses de aluguel atrasado e o nome sujo na praça para aceitar o papel) e Pelé (entende?) estão presos em um campo de concentração na Segunda Guerra Mundial(?) e realizam um plano mirabolante para escapar da prisão durante um jogo de futebol!

Acredite se quiser, “Fuga para a vitória” não é uma atração especial do circo de Beto Carrero World. Até porque atrações de parques temáticos costumam gerar filmes razoáveis como “Piratas do Caribe”.

Juntando tantos personagens de diferentes nacionalidades, esse clássico do cinema do SBT poderia ser uma boa piada se o diretor não tivesse esquecido de colocar um papagaio falador de palavrão no final.


RECOMENDAÇÃO: O filme é uma porcaria. Certamente um dos piores roteiros já escritos com uma das mais bizarras seleções de atores da história do cinema. Por isso mesmo é imperdível e tão obrigatório quanto a obra completa de Charles Bronson.

Clique aqui para NÃO comprar esse DVD no Mercado Livre e ajude a gente a pagar as cervejas que tomamos no almoço de hoje.




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08.02.06

Alá aquele cartunista! Pega!


Apesar do que as notícias do Jornal Nacional nos fazem crer, “radicais islâmicos” não é um pleonasmo. Islâmico é quem acredita no Alcorão e radical, em geral, é quem é muito chato ou simplesmente não tem paciência de mudar de idéia.

A maior ironia nessa história de radicalismo religioso é que os grandes profetas, messias e escolhidos (incluindo outros personagens já interpretados pelo Keanu Reeves) certamente tinham bom humor para levar na esportiva uma piada.

Não existe ser humano que consiga ficar mais de dez minutos prestando atenção na conversa de um chato. Se ele tiver a mania de falar cutucando ou cuspindo, esse tempo limite diminui pela metade. Seguir um profeta chato anos e anos pelo deserto então, nem pensar.

Se essas pessoas arrebanharam um montão de seguidores, fazendo suas idéias vencerem as barreiras do espaço e do tempo, é porque tinham carisma e bom humor de sobra.

Buda era um cara engraçado. Não por acaso os monges budistas geralmente tem um senso de humor super afiado. Eles sabem que a maior parte do universo é uma grande piada.

Jesus Cristo certamente gostava de jogar conversa fora numa mesa de bar. No dia que faltou goró, ele logo deu um jeito de transformar água em vinho para a festa continuar. Uma prova irrefutável de que o papo estava animado. Caso contrário todo mundo aproveitaria a deixa para fechar a conta e o milagre nem teria razão de existir.

Maomé então nem se fala. O profeta do Islã devia se divertir horrores com aquela história de rios de mel e lindas virgens para quem sacrificasse a vida pela fé. Mais engraçado do que isso, só mesmo os comerciais do George Foreman Grill.

Falando sério agora, é claro que tanta violência não pode ser colocada na conta de uma simples piada. Existem disputas históricas em jogo que acontecimentos recentes ajudaram a agravar. O sucesso do João Kleber em Portugal, por exemplo. No Brasil ele teve seu programa vetado, mas no Velho Mundo acredito que continue a agir impunemente. Cedo ou tarde, todos pagam o preço da omissão.




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06.10.05

Momento Paulo Coelho


Existem dias em você acaba dormindo tarde sem nenhum motivo especial. Não tem nada de legal passando na TV, nada que justifique manter os olhos abertos, e você precisa acordar cedo no dia seguinte. Mas, ainda assim, dormir que é bom só no meio da madrugada.

Não estou falando de insônia, onde o coitado até quer dormir mas não consegue. Dormir tarde aqui é quase uma escolha consciente. Idiota, claro, mas consciente.

É como se você quisesse que o dia seguinte não chegasse tão rápido. Aliás, esse é o tipo de solução que prova a infinitude da estupidez humana. Você não deseja acordar para fazer o que é preciso no dia seguinte. Então, ao invés de pensar em como mudar a sua vida (para não mais ter de fazer o que não deseja), fica acordado torcendo para que o dia seguinte não aconteça. Ou que pelo menos acorde ainda mais atrasado do que você.

Na falta de uma solução melhor, a vida deveria ter controle remoto. Assim poderíamos passar o dia em velocidade rápida, e aproveitar o tanto que realmente interessa quadro a quadro.




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29.09.05

Welcome to the Fight Club


Aproveitando que estamos em ritmo de cinema, tem uma cena do clássico “Clube da Luta” que sempre me vem à cabeça quando tenho vontade de bater em alguém. É aquela onde o Tyler Durden (Brad Pitt) pergunta ao personagem do Edward Norton com qual personalidade histórica ele gostaria de lutar.

Minha lista tem algumas personalidades nem tão históricas já escolhidas e catalogadas por ramo de atividade. Na televisão aberta, por exemplo, nada como começar pelo João Kléber (pelo conjunto da obra), passando pelo Paulo Vilhena (não tenho motivos racionais, o cara simplesmente me irrita) até chegar na Hebe Camargo (deve existir algum jeito de desmanchar aquele cabelo cheio de laquê).

Mas, para o seu bem, esqueça que leu esse post. É o que diz a regra número 1. E a número 2 também.




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